« Página inicial

Doutrinas Básicas

 

A BÍBLIA É DIVINAMENTE INSPIRADA

A Bíblia é inspirada por Deus. Não foram inspiradas somente idéias; mesmo a escolha de palavras foi inspirada pois os escritores dos originais foram movidos por Deus para escrever o que Ele queria que dissessem (inspiração divina, plenária e contínua (Mt 5.18; 2 Tm 3.16; Êx 24.4; Is 30.8; 2 Sm 23.2; Jr 26.2; Ap 22.19).

Portanto, cremos que:

  1. A Bíblia é a revelação do próprio Deus para a humanidade;

  2. A Bíblia nunca erra.
  3. A Bíblia é o guia da nossa fé, ensinando-nos a viver com responsabilidade de discípulos de Jesus (2 Tm 3.15-17; 1 Ts 2.13; 2 Pe 1.21; João 5.39; Sl 119. 11,105).

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
Se não concordamos que toda a Bíblia é dada por inspiração de Deus (2 Tm 3.16), que não é infalível e dotada de autoridade, não temos nenhum padrão confiável sobre o qual se baseia a nossa conduta (Lc 16.17).
Quando não se tem um guia fixo e digno de confiança, tudo se torna relativo e incerto. Contudo, como Deus não muda (Tg 1.17), podemos estar certos de que a Sua verdade também permanece estável, resistindo ao tempo, gerações e culturas.

 

DEUS ÚNICO E VERDADEIRO

Cremos na existência de um Deus Pai, Filho e Espírito Santo: um em essência e trino em pessoa.
Existe um único verdadeiro Deus. Ele se revela como tendo sempre existido sem qualquer causa exterior ou agente que o tenha trazido à existência (Is 43.10). Ele é o Criador dos Céus e da terra (Gn 1:1) e aquele que redime, salva e liberta a humanidade de seus pecados (Is 43.11; 53.11-12). Além disso, Deus tem se revelado como um ser único (Dt 6.4), coexistindo em três pessoas inter-relacionadas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19). Este conceito do Deus único em três pessoas é chamado de trindade.

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
A doutrina da existência de Deus tem sido amplamente debatida durante
séculos e até hoje existem controvérsias acerca dela.
Cremos na trindade divina ou na triunidade divina, como único Deus verdadeiro. Este Deus Onipotente, Onipresente, Onisciente, Eterno, Transcendente, Imutável e Soberano se revela e tem um propósito para o ser humano. Ele quer demonstrar o Seu amor, Sua graça e Suas bênçãos eternas, para nos arregimentar no desenvolvimento do Seu reino. Somos co-participantes no desenvolvimento de Seu reino, participantes de Sua natureza e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17; 2 Pe 1.3-4).

JESUS CRISTO É DEUS

O Senhor Jesus Cristo, o filho de Deus, sempre existiu, isto é, sem começo nem fim (Ap 1.8; Jo 1.1-3).
Ele se tornou humano ao nascer de uma virgem, concebida pelo Espírito Santo (Mt 1.23; Lc 1.31,35), a fim de completar sua missão de sacrifício na terra. Enquanto esteve na terra, ele viveu uma vida perfeita, absolutamente sem pecado (1 Pe 2.22). Desde a sua ressurreição Ele foi outra vez exaltado (honrado) e assentou-se ao lado direito de Deus Pai. (Hb 1.3; Fp 2.5-11; At 2.32-36).

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
O nascimento sobrenatural de Jesus, Sua vida sem pecado e Sua operação de milagres, dão provas de que Ele é o Filho de Deus que veio à terra em forma humana, para dar-se como sacrifício definitivo pelos nossos pecados.
A morte de um ser humano natural não poderia providenciar o perdão dos pecados e salvação para toda a raça humana.
Sabemos que Jesus veio de Deus, voltou à presença de Deus e também é Deus. Com Sua morte e ressurreição, assegura-nos que nossa salvação e nosso relacionamento restaurado com Deus é real (At 2:31-36; 2 Co 5.17).

 

O ESPÍRITO SANTO

Sabemos que Deus revela três pessoas distintas com a mesma essência: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
O Espírito Santo é Deus (1 Jo 5.7; At 5.4; 2 Co 3.17,18), agindo de modo pessoal para glorificar e dar continuação à obra do Senhor Jesus, até levá-la à consumação (Jo 15.26; 1 Jo 5.7; Jo 16.7-14,15). O Espírito de Deus foi dado, para habitar conosco, guiar-nos em toda a verdade, consolar-nos e capacitar-nos para a obra do reino de Deus.
O Espírito Santo é uma pessoa (Jo 14.16 e 26; Rm 15.30; 1 Co 12.11; Ef 4.30), não apenas uma influência. Não é uma tendência de bondade que o homem, ao converter-se, começa a liberar de dentro de si mesmo. O Espírito de Deus é o executivo da divindade, operando tanto na esfera espiritual como física. Por intermédio do Espírito, Deus criou e preserva o universo (Gn 1.2, 26). Por meio do Espírito, Deus opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores, santificando, sustentando os seus seguidores e distribuindo dons espirituais para a edificação da Igreja (Lc 11.20).
O Espírito Santo também conduz os pecadores ao arrependimento (Jo 3.3-5; 16.7-11; Tt 3.4,5) e, no processo da regeneração, habita na vida do regenerado consagrado (Rm 8.9-11; 14 a 16).
A Sua divindade é provada por Seus atributos divinos que são: Eterno, Onipresente, Onipotente, Onisciente (Hb 9.14; Sl 139.7-10; Lc 1.31; 1 Co. 2.10-11), entre outros. Também é provada por Suas obras divinas tais como: criação, regeneração e ressurreição (Gn 1.2; Jó 33.4; Jo 3.5-8; Rm 8.11). É classificado junto com o Pai e o Filho (1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Mt 28.19; Ap 1.4).
O Espírito Santo é descrito claramente e não há dúvidas quanto à Sua personalidade, pois exerce os atributos correspondentes: possui mente (Rm 8.27), vontade (1 Co. 12.11) e sentimentos (Ef 4.30). Também Lhe são atribuídas atividades pessoais tais como: Ele revela (2 Pe 1.21), ensina (Jo 14.26), clama (Gl 4.6), intercede (Rm 8.26), fala (Ap 2.7), ordena (At 16.6,7), testifica (Jo 15.26) e pode ser entristecido (Ef 4.30).

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
Devido aos desvios teológicos é necessário acharmos o equilíbrio (ênfase balanceada) segundo o contexto bíblico (2 Pe 1.4-8). O exagero (prática religiosa doentia) gera fanatismo e charlatanismo; a negligência gera decadência e frieza espiritual, pois não há cristianismo real e santificação sem a ação do Espírito Santo.
O Espírito Santo é o membro da trindade, que traz a vida ao povo de Deus e os frutos da vitória conquistada por Cristo em Sua vida, morte e glorificação (Jo 16.14,15).
O ministério do Espírito, neste sentido, é um “derramar” das bênçãos obtidas por Cristo em favor dos pecadores.
Esta dimensão traz implicações importantes, pois ressalta a loucura de tentar separar a obra do Espírito Santo da obra de Cristo. Manifestações ou busca de manifestações do Espírito, quando não relacionadas com um interesse primordial pela glória de Deus em Jesus Cristo, carecem de autorização das Escrituras inspiradas pelo Espírito Santo. Estas prejudicam e opõe-se à grande tarefa do povo de Deus, de glorificá-lo na pregação do Evangelho e na edificação da igreja. A exclamação legítima do discípulo de Cristo é: “Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro seja o louvor, e a honra e a glória” (Ap 5.13b).
 

A QUEDA DA HUMANIDADE

Definição: De acordo com a definição bíblica (1 Jo 3.4), o pecado é indisciplina, insubmissão ou insubordinação; é o inconformismo com a vontade conhecida (lei) de Deus. A conseqüência desse inconformismo é a transgressão da lei (Mt 5.21-23).

Conforme o sentido de um dos vocábulos gregos, e também um dos hebraicos, mais empregados na Bíblia para representar o pecado, pecar é errar o alvo ou caminho. O pecado é ainda o não atingir o padrão divino (Lc 15.18-21; Rm 13.13) e também constitui ofensa contra Deus (Ef 2:1). Em relação ao nosso semelhante, é o deixar de amá-lo (Mt 5.38-48; 1 Jo 3.15; 4.8; Rm 13.9). É pecador quem deixa de respeitar a personalidade e o direito alheio (Gn 4.5; 2 Sm 11). Em relação a nós mesmos, pecado é presunção (pedantismo) e auto-suficiência (Ml 4.1; Lc1.51; Tg 4.6; 1 Jo 2.16). A atitude de quem se sente perfeitamente capaz de conduzir sua própria vida e repugna a interferência por parte de quem quer que seja, mesmo de Deus, caracteriza o orgulho, egocentrismo ou soberba.
O ser humano foi criado bom e sincero porque Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança” (Gn 1.26,27). Contudo, a humanidade voluntariamente fez sua escolha. Ela ignorou as instruções de Deus, escolhendo ocupar-se no que sabia ser errado e mau. Como resultado, rompeu com a inocência e com a bondade e, portanto, resultou não somente na morte física, mas também na morte espiritual, que é a separação de Deus (Gn 3.6; Rm 5.12-19). Iniciou-se assim, uma crescente depravação moral da humanidade (Gn 6.5; Rm 1.18-27). A tendência para o pecado faz parte da vida humana desde a primeira rebelião do homem contra Deus.

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
O fato de a humanidade ter rompido com sua inocência original e bondade moral é ignorado pelos filósofos humanistas, os quais ensinam que a raça humana pode ser aperfeiçoada e a imperfeição moral pode ser removida através da educação. A verdade é que a humanidade está destinada a se manter em queda, até que sua tendência para pensamentos e obras más seja mudada ao aceitar a salvação providencial pela morte e ressurreição de Cristo, o Filho de Deus. A educação pode melhorar uma pessoa intelectual e socialmente, mas crer na obra da salvação de Jesus Cristo é o único meio duradouro que pode transformar moralmente a pessoa. A salvação restaura o relacionamento perfeito da pessoa com Deus, quebrado com a queda da humanidade.
 

A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE

A salvação pela fé em Cristo é obra completa. “Porque pela graça sois salvos mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus: não de obras para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9 e Jo 1.12; 5.24). A morte de Cristo na cruz é o único e perfeito sacrifício pelos nossos pecados. “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o Evangelho: não com sabedoria de palavras, para que não se anule a cruz de Cristo. Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Co 1.17,18; Hb 12.14; 2 Co 7.1; 2 Ts 5.23).
A salvação é o livramento da morte espiritual e da escravidão do pecado. Deus providenciou salvação para todos que crêem e aceitam Sua oferta gratuita de perdão. A única esperança de redenção do estado pecaminoso é o sangue de Jesus Cristo, derramado quando morreu na cruz. (1 Jo 1.7; Hb 10.8-10,19).

A experiência da salvação
A salvação é recebida quando o ser humano:

  • a) arrepende-se de seus pecados diante de Deus (At 2.38; 3.19).
  • b) reconhece e confessa os seus pecados a Deus (1 Jo 1.9).
  • a)aceita a Jesus Cristo como Salvador e Senhor (Jo 1.12,13; At 16.31) e crê que a morte e ressurreição de Jesus Cristo removem os seus pecados .
  • b)experimenta o novo nascimento (Jo 3.3).

A obra renovadora do Espírito Santo: regeneração, renovação e justificação, são palavras que descrevem o que acontece através da salvação na vida das pessoas que aceitam a Jesus Cristo. No momento da salvação, a pessoa torna-se herdeira da esperança de vida eterna prometida por Deus (Lc 24.47; Jo 3.3; Rm 10.13-15; Ef 2.8; Tt 2.11; 3.5-7).

As evidências da salvação
A evidência interior da salvação é o testemunho direto do Espírito Santo, dando à pessoa a certeza de que Deus a aceitou (Rm 8.16), demonstrando paz e alegria (Lc19.8; 2.10,11; Fp 4.4-7). A evidência exterior, visível aos outros, é uma vida de justiça e de verdadeira santificação, o que inclui colocar a sua vida em ordem com o próximo (Lc 19.8; Ef 4.24; Tt 2.12). Em outras palavras, é viver uma vida totalmente comprometida e agradável a Deus.

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
A restauração do relacionamento entre Deus e a humanidade caída é a mensagem central da Bíblia. Toda a história, do Gênesis ao Apocalipse, aponta para um Deus que amou tanto a humanidade decaída, que deu Seu Filho para morrer por aqueles que crêem e O aceitam (Jo 3.16,36). Todo verdadeiro crente experimenta a salvação e se torna uma nova criatura em Cristo (2 Co 5.17). Sem esta verdade bíblica, todas as outras doutrinas são vazias e sem significado. Mais importante: sem a experiência da salvação, a vida da pessoa também é vazia e sem sentido.
 

O ESPÍRITO SANTO E A SANTIFICAÇÃO

Na Bíblia, o termo santificação significa, basicamente, separação para um determinado fim, especificamente, para o serviço de Deus. Portanto, a santificação é fazer santo, ser exclusivamente de Deus, é a obra do Espírito Santo na vida da pessoa que visa separar-se do mal e identificar-se com as coisas que são boas, justas e puras. É um processo vitalício que ocorre à medida que a pessoa se consagra a Deus (Rm 12.1-2; 1 Ts 5.23; Hb 13.12).

A Bíblia ensina que todos os cristãos precisam ser santos porque “Deus é santo” (1 Pe 1.16) e “sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Viver em santidade somente é possível pelo poder do Espírito Santo, que inicia este processo no momento da regeneração. Quando somos purificados, transformados e justificados (1 Co 6.11), passamos a ser “templos do Espírito Santo”. Mas batismo, no sentido de encher-se, derramamento e plenitude do Espírito, ocorre após a regeneração, como resultado de busca e consagração.

Nota: Teólogos da Igreja de Deus, que entendem o batismo como o recebimento do Espírito Santo, colocam o termo “batismo” junto com as experiências da regeneração. Entendem que não há evidência bíblica sobre vários batismos, porém, de vários enchimentos.
A experiência de encher-se do Espírito Santo poderá repetir-se várias vezes durante a vida do cristão e visa a realização da santificação ou viver puro e eficiente no desempenho de ministérios. A Bíblia diz: “... desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12b). Essa experiência também é denominada pelos pioneiros de “segundo ato da graça”.

Após longos e árduos debates, em várias reuniões nacionais, internacionais e em fóruns mundiais de teologia, preferiu-se deixar de usar a expressão “segundo ato da graça”, devido às implicações teológicas, tais como: “ver na santificação remoção do pecado original”, “ver a santificação como uma experiência instantânea” e “ver a regeneração em Cristo como uma experiência imperfeita ou unilateral”, “a cura dupla ou redenção em duas etapas” (Double Cure or Redemption Twofold), entre outros.
Por ocasião do Fórum Mundial de Teologia da Igreja de Deus, realizado em junho de 1986, em Nairobi, Quênia, foi dito, referindo-se ao segundo ato da graça (Jo 8.36): “Não podemos nos regenerar, receber dons espirituais e nos santificar sem a ação do Espírito Santo. Portanto, a santificação, sem sombra de dúvida, inicia-se com a nova vida em Jesus Cristo e não apenas numa experiência futura. Queremos buscar novas bênçãos, novas forças, fazer correções em nossa vida cristã. Queremos continuar pregando, ensinando e desafiando os regenerados em Cristo a buscarem o enchimento e a ação do Espírito Santo em suas vidas; mas não queremos fazê-lo com o vocabulário que tem suas bases teológicas duvidosas”.

A Igreja de Deus, como movimento de santidade, enfatiza um contínuo encher-se do Espírito: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Este texto, no original grego, está no gerúndio. Portanto, pode ser traduzido como “continuem enchendo-se sempre com o Espírito Santo”. Essa teologia enfatiza um contínuo crescimento e purificação na vida do cristão, como disse Jesus em Jo 15.2: “Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”.

A santificação é um reconhecimento diário de nossa união com Deus através do seu Filho Jesus Cristo. Quando essa identificação acontece é natural o cristão oferecer cada parte do seu ser para que o Espírito Santo o controle (Rm 6.1-11,13; Gl 2.20; Fp 2.12,13; 1 Pe 1.15,16; Jo 15.1-5). Em conformidade com os princípios da Bíblia todo cristão carece de contínuas experiências com o Espírito Santo, ou novos enchimentos, obtidos segundo a consagração pessoal e os diferentes ministérios que o Espírito Santo nos atribui ao longo de nossa caminhada de fé e serviço (At 2.4; 4.8; 13.9).
A santidade e a vitória em nossa vida cristã são obras do Espírito Santo (Hb 12.14; 2 Co 7.1 e 1 Ts 5.23). Ele produz os Seus frutos em nós, capacita-nos para testemunhar, servir e crescer no Espírito (Gl 5.22-23; 5.16, 25,26).

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
A conversão é o início do crescimento espiritual. Embora sejamos declarados santos, é necessário “continuar a santificar-se” (Ap 22.11; Ef 4.12-16). Enquanto o crente se submete à obra do Espírito Santo e à Palavra de Deus, progressivamente é transformado em direção à natureza divina, à semelhança de Cristo. Esta doutrina é importante porque muitos crentes param de crescer espiritualmente depois da salvação ou até depois de terem uma experiência marcante com o Espírito Santo.
O plano de Deus para cada cristão e a evidência da plenitude do Espírito Santo é que os frutos do Espírito (Gl 5.22-23) e os traços do caráter da vida semelhante a Cristo sejam bem visíveis todos os dias (Mt 12.30).
A Bíblia nos exorta para sermos humildes, mesmo tendo experiências extraordinárias (Mt 23.11,12; Fp 2.1-4; 1 Pe 5.2-6), pois o mais importante é que o meu nome esteja inscrito no livro da vida (Lc 10.20; 17.10).
 

A IGREJA E SUA MISSÃO

Segundo a Bíblia, a igreja é constituída de todas as pessoas regeneradas que têm colocado a sua fé em Jesus Cristo como o único remédio para os seus pecados. A igreja inclui todos os regenerados sem limite de idade, sexo, raça ou condição social (Mc 16.15). Cada cristão é uma parte integrante da igreja. Os nomes dos cristãos verdadeiros (aqueles que compõem a Igreja) estão escritos nos céus (Ef 1.22-23, 2.2, Hb 12.23).

O propósito de Deus concernente à humanidade é:

  • a)buscar e salvar as pessoas que estão perdidas no pecado (Lc 19.10).
  • b)ser adorado por toda a humanidade (Ap 19.10; 22.9).
  • c)edificar um corpo de cristãos maduros na fé e no conhecimento conforme a semelhança de Seu filho Jesus (Ef 4.12).

Portanto, a razão prioritária da existência da igreja é:

  • a) ser uma agência de Deus para evangelizar o mundo (Mc 16.15,16; At 1.8; Mt 28.19,20) e assistir as pessoas em suas necessidades (2 Co 5.20; Rm 12.13,14; Tg 1.27; Mt 25.34-40)
  • b) ser um corpo unido e cooperativo no qual as pessoas possam adorar e servir a Deus (1 Co 12.13). A unidade de todos os filhos de Deus foi a petição de Jesus. Aceitamos como irmãos e irmãs todas as pessoas que amam e seguem a Jesus Cristo. (Jo 17.21; Ef 4.13-14; 4.4-6) “A fim de que todos sejam um: e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21).
  • c) ser um canal do propósito de Deus em edificar seu reino através do uso dos dons espirituais que devem ser usados com zelo e sabedoria para a edificação da Igreja. A Igreja primitiva zelava pela unidade (Rm 16.17,18; 1 Co 1.10). A carnalidade divide; a espiritualidade une (1 Co 3.1-5; At 4.31-34).


Cremos nos dons espirituais e na necessidade de seu uso com zelo e sabedoria, para a edificação da igreja:

Dons ministeriais: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11).

Apostolado: apostolo é:

  • Alguém que foi testemunha ocular da pessoa, dos ensinos, morte e da ressurreição de Cristo. (At 1.21-22; Ap. 21.14).
  • Alguém que recebeu a vocação e a comissão de seu ministério da pessoa de Cristo (1 Co 9.1; 15.8). Eles foram os que colocaram o fundamento da doutrina cristã (At. 2:42). Hoje a revelação de Deus está atrelada à Sua Palavra, Deus fala ainda hoje, mais nada além do que está contido nas Escrituras. Portanto, é preciso ficar claro que, nesse sentido, o dom de apóstolo não existe mais. Hoje a função do apostolado poderia ser comparada a um plantador de novas Igrejas, um supervisor regional – nacional ou a um evangelista itinerante.

Profecia:

  • Segundo o Antigo Testamento, o profeta recebia e transmitia uma mensagem imediata de Deus por meio de uma palavra divinamente inspirada para uma situação específica (Hb. 1.1-2; 2 Pe 1.19-21; 1 Co 14.3,22-40; 1 Sm 3.1-21; Dt 18.18-22; Ap 1.1-3).
  • Segundo o Novo Testamento, o profeta é alguém que prega e explana a palavra de Deus de acordo com as necessidades do povo. Nos cultos têm a tarefa de exortar, consolar e edificar a igreja, bem como de comunicar o conhecimento e os mistérios de Deus (At 15:32;1 Co 14.3,24,25,31: 1 Co 13.2).

Evangelista

  • Alguém chamado a compartilhar as Boas Novas do Reino de Deus com pessoas incrédulas, de tal forma que cheguem a ser discípulos de Cristo e membros responsáveis do Corpo de Cristo que saibam evangelizar outros (At 8.5,6,26-40;14.13-21; Rm 10.14,15; Ef 4.11).

Pastor

  • Pessoa chamada ao ministério de amar, ensinar, discipular, equipar e guiar outros cristãos, ajudando-os a serem saudáveis, individualmente e em conjunto, ajudando-os no crescimento espiritual e numérico (Jo 10.1-15, Ef 4.11; 1Tm 4.11-16).

Mestre

  • Alguém chamado a procurar, sistematizar e apresentar as verdades da Palavra de Deus numa ordem lógica e cronológica de tal forma que outros aprendam (Ef 4.11). Pessoa hábil e experiente que possa treinar líderes e professores. (At 18.24-28; Rm 12.6,7; 1 Co 12.28,29; Ef 4.11-14; Tg 3.1).




Dons manifestacionais:  “A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7-10). A unção dos dons espirituais não é fornecida por homens, e sim por Deus. “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu, é Deus” (2 Co 1.21; 1 Co 12.11).

Sabedoria

  • É a capacidade sobrenatural, concedida pelo Espírito Santo de perceber as causas de um determinado problema ou situação e aplicar as verdades da Palavra de Deus de forma prática e prudente na sua solução. Sabedoria é ter um coração compreensivo, uma intuição de Deus para responder a uma situação especifica (1 Rs 3.5-28; 1 Co 12.7,8. Tg 1.5; 3.13-18).

Conhecimento

  • Ter informação dada por Deus para uma situação específica, que de outra forma não seria conhecida (Rm 15.14; 1 Co 8.1,2; 1 Co 13.2,8-10; 2 Co 3.14-19; Ef 3.14-19).

  • É a capacidade incomum de confiar em Deus, manter uma confiança constante de que Ele fará, mesmo quando surgirem obstáculos que pareçam ser impossíveis de serem superados (Hc 3.17-19; Mt 8.5-13; Rm 4.18-21; 1 Co 12.9; Hb 11.1. Tg 1.5-8).

Cura

  • É capacitação divina para ser um instrumento de Deus na restauração das pessoas, cura em todos os níveis da vida do ser humano, seja: espiritual, mental e físico (Mc 8.22-26; Tg 5.14,15; Jo 9.1-12; At 3.1-8; At 14.8-15).

Operação de Milagres

  • É a intervenção de Deus quando a ação do homem torna-se totalmente impossível (1 Co 12.10,28) na grande maioria dos casos, os milagres eram para levar os pecadores ao arrependimento, e os incrédulos a crerem( Jo 20.30,31, At 8.6).

Discernimento de espíritos

  • É a capacidade divina, concedida a fim de reconhecer o espírito que está atrás de diferentes manifestações e atividades, sabendo distinguir entre o verdadeiro e o falso entre a verdade e a mentira (Mt 16.22,23; At 8.18-24; At 13.6-12; At 16.16-22; 1Jo 4.1-5).

Línguas

  • Falar num idioma natural e espiritual que nunca tenha aprendido (Mc 16.17; At 2.1-13; At 10.44-48; 1 Co 12.10,28-30,39; 14.4-6,26-28).
  • Interpretação
  • Dar o significado de uma mensagem entregue através de idioma estranho (1 Co 12.10; 12.27-31; 14.26-28; 14.12-19).


Sobre o dom de línguas: Ressaltamos que, no exercício dos dons espirituais, o praticante deve ter uma vida cristã íntegra, para evitar falsificações. A Bíblia nos adverte a não crermos em qualquer espírito, e averiguarmos se nossas experiências espirituais procedem realmente de Deus (2 Tm 3.1-9; 2 Pe 2.1-4; 1 Jo 4.1), pois o ser humano pode imitar as manifestações do Espírito. Por isso, a conduta do praticante deve ser observada pela liderança espiritual da igreja local.
O uso do dom de línguas deve ser vetado quando a reunião é pública e não há interpretação(1 Co 14.27-28), devido à presença do indouto(1 Co 14.22-23). Rejeitamos também a tese de que o falar em línguas é a evidência do Batismo com o Espírito Santo. (1 Co 12.11,28-29); mas defendemos o fato de que o Fruto do Espírito(Gl 5.22-23), é evidência da plenitude do Espírito Santo na vida do cristão.

Outros Dons
Algumas pessoas preferem identificar estes como talentos: (Rm. 12.6-8; 1 Co 12.28)

Administração

  • Planejar e coordenar as atividades de outros para alcançar alvos predeterminados que edificam o corpo de Cristo (1 Co 12.28).

Ajuda/Auxilio ou Socorro

  • Ajudando um indivíduo pessoalmente (muitas vezes, um líder ou alguém doente), para que a vida ou ministério dele seja realizado plenamente (1 Co 12.28)

Arte/Artesanato

  • Fazendo coisas belas que elevam o espírito dos outros a Deus (Êx 31.1-11; 35.30-35; At 9.36,39).

Missionário (transcultural)

  • Enviado pela igreja para uma missão especial para atuar num campo específico (ilustrado em Atos 11.19-26; 13.1-13 e o restante do livro de Atos).

Hospitalidade

  • Estabelecendo um ambiente de amor, aceitação e descanso para os que precisam de acolhimento fraternal (1 Pe 4.9,10).

Louvor

  • Cultuar a Deus através de músicas, hinos, cânticos, ministrando a Ele e sendo ministrado por Ele de tal forma que inspire outras pessoas a fazerem o mesmo (1 Cr 16.4-7; 25.1-7; Ef 5.19).

Serviço

  • Pessoas motivadas para suprir necessidades pela realização de projetos físicos ou sociais que ajudam os outros, aliviando-os e animando-os (Lc 10.38-42; 22.24-27; At 6.1-7; 1 Tm 3.8-13; At 9.36,39).

Exortação/Encorajamento

  • É a capacitação para motivar, chamar (encorajar, animar e corrigir de acordo com a palavra de Deus) alguém a agir segundo os propósitos de Deus, ajudando-o a experimentar verdades divinas e, assim, ser abençoado por Ele (Rm 12.8).

Dar/Contribuir

  • A motivação de entregar recursos pessoais a outros, a fim de ajudá-los a superar suas necessidades ou realizar seus ministérios (Lc 3.11; At 4.32-37; 20.35; 2 Co 8.2-5; Tg 2.15-17; Mt 25.35-36).

Liderar

  • É um ministério de motivação para ajudar um grupo a perceber os propósitos (visão) de Deus, e mobilizar-se a realizá-los (Ex 18.13-27; Rm 12.8, 1 Ts 5.12,13; 1 Tm 3.1-7; 1Tm 5.17-22)

Misericórdia

  • É a capacidade que alguém tem em identificar-se com, e de responder às carências de pessoas aflitas ou necessitadas (Mt 25.37-40; Lc 10.33-37; At 9.36-42; Tg 1.27; 2.14-17).


A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
O papel importante da igreja (todos os membros do corpo de Cristo) no tratamento de Deus com a humanidade é acolher todos os regenerados. O cristão deve ser discipulado e treinado para exercer algum ministério na igreja local. O plano de Deus para o Seu povo é adoração, edificação e encorajamento na companhia (comunhão) de outros cristãos. Esta doutrina é fundamental para uma expressiva vida cristã.
 

AS ORDENANÇAS DA IGREJA

A Igreja de Deus denomina o batismo nas águas, a ceia e o lava-pés como ordenanças, pois são práticas bíblicas ordenadas e estabelecidas pelo próprio Cristo.

Quando os cristãos celebram estas ordenanças, cumprem as ordens de Jesus Cristo, lembrando sua experiência pessoal com Deus. Tratam-se de solenidades que representam valores espirituais (Jo 8.31; 14.15; 15.14).

BATISMO

  • O batismo nas águas (baptizo = imergir ou submergir) é mandamento das Escrituras (Mc 16.16), sendo um ato único. Todos os que se arrependem, crêem e aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor pessoal, devem ser batizados (Tg 2.10). O batismo é uma obediência e testemunho público de sua fé em Cristo Jesus. Significa morrer para a velha vida (imergir) e ressuscitar para uma nova vida com Cristo (emergir) (Mt 28.19; Mc 16.16; At 10.47-48; Rm 6.4).


CEIA DO SENHOR

  • A ceia do Senhor, consistindo do pão e do fruto da videira (suco de uva), é um memorial do sofrimento e da morte de Cristo (1 Co. 11.26). Ao ingerir os símbolos do sofrimento de Cristo, o cristão expressa estar ciente de que através da salvação ele foi justificado diante de Deus e compartilha da natureza divina e da vida eterna através do nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pe 1.4). Esta ordenança também aponta para a segunda vinda de Cristo porque é uma lembrança para proclamar a morte do Senhor “até que Ele venha!” (1 Co 11.26).
  • A ceia representa a unidade e a fraternidade do povo de Deus. É celebrada conforme a necessidade da igreja local e todos os regenerados podem e devem participar, desde que entendam o significado da mesma (1 Co 11.28,29).


LAVA-PÉS

  • Muitos cristãos de hoje omitem o lava-pés como ordenança instituída por Jesus Cristo. Mas em todas as eras sempre houve cristãos que a observaram com muita dignidade. Jesus enviou os seus discípulos a todas as nações, “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). O lava-pés não pode ser deixado de lado por ser um costume antigo. Lavavam-se os pés de um hóspede na entrada da casa, serviço feito por escravos (Lc 7.44). Mas Jesus lavou os pés dos discípulos depois da ceia (Jo 13.4). Aqui não se trata deste costume antigo de higiene pessoal.
  • O lava-pés é ordenança obrigatória (Jo 13.14,15).
  • Jesus deu o exemplo a seus discípulos lavando os seus pés e perguntou-lhes: “Compreendeis o que vos fiz?” (Jo 13.12). Como, porém, os seus discípulos não haviam compreendido, Jesus disse: “Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu sendo o Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz; façais vós também (Jo 13.13-15). Como podemos perceber, esse mandamento não pode ser omitido”.
  • (1) Lava–pés tem os critérios de uma ordenança neotestamentária.
    a) Foi praticado pelo próprio Cristo;
    b) Foi estabelecido por Cristo para a prática de Sua igreja;
    c) Foi ordenado por Cristo.
    (Esses critérios são básicos nas três ordenanças).
    Jesus ainda anexa uma promessa de bênção sobre a prática das mesmas: “Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13.17).
  • (2) O significado do lava-pés:
    Humildade, igualdade, espírito de serviço, seguir e imitar o exemplo de Cristo em obediência, fazer-se servo, amor e identificação com os demais.


A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
O batismo nas águas, a ceia do Senhor e o lava-pés não são simplesmente costumes religiosos, pois incorporam a mensagem central da fé cristã:
O batismo está relacionado à nossa libertação do pecado.
A ceia do Senhor está relacionada à nossa união com Cristo.
O lava-pés está relacionado à nossa união com o próximo.
A Igreja de Deus no Brasil celebra a ceia três vezes ao ano, em média, mas não fazemos disso uma regra fixa, pois Jesus disse: “Toda vez que o praticardes, fazei-o em memória de mim” (Lc 22.19b). Quanto ao lava-pés, a igreja celebra esta ordenança na Semana Santa e outras vezes quando se considerar necessário. O batismo é uma experiência única na vida do cristão, desde que seja dentro dos princípios bíblicos e teológicos (Mc 16.16).
 

CURA E LIBERTAÇÃO

  • Cremos na cura divina, segundo a vontade de Deus. “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando na sinagoga, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças entre o povo” (Mt 4.23).
  • A cura divina é parte integrante do Evangelho. O livramento dos doentes foi providenciado na expiação (o sofrimento e morte de Cristo, para a nossa reconciliação com Deus) (Is 53.4-5; Mt 8.14-17; 1 Jo 5.14). A orientação neo-testamentária está descrita em Tiago 5.13-16 (unção dos enfermos com óleo e oração da fé).
  • Cremos na libertação plena, cura física e cura interior (cura da alma) do ser humano; libertação do pecado, dos vícios, drogas, traumas, opressão e possessão demoníaca na vida do não regenerado “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4:18; Jo 8.32,36).
  • O expulsar demônios deverá ser feito sempre que necessário, mas não em forma de espetáculo, sensacionalismo (1 Co 14.33).
  • Rejeitamos a participação nas práticas extrabíblicas tais como: regressão, maldição hereditária, unção do riso, unção do sopro, curandeirismo, sensacionalismo, unção que leva as pessoas a ficarem fora de suas faculdades mentais e outros atos indecentes, impróprios e imorais em nome de uma experiência espiritual. “Mas ainda que seja um anjo do céu vos pregue outro evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl 1.8).


A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA:
A cura física ou interior é um privilégio para o povo de Deus. Contudo, a respeito desta verdade, sabemos que fisicamente nem todos são curados. A Bíblia também nos ensina que a morte é uma experiência destinada a todos os seres humanos (Hb 9.27). Nas enfermidades da alma,porém, todos os regenerados devem ser curados (Jo 8.36).
Mesmo que não possamos explicar por que alguns são e outros não são curados fisicamente,cremos na soberana vontade de Deus e sabemos que Deus age de acordo com seus propósitos. Devemos orar pelos enfermos, pois sabemos que Jesus os conhece e faz bem todas as coisas de acordo com a sua vontade(2 Co 12.7-10; 2 Ts 1.11-12).
 

ESCATOLOGIA (DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS)

Cremos na segunda vinda visível de Cristo, na ressurreição dos mortos, na transformação dos vivos, no juízo e no destino final.

A volta de Cristo tem como objetivos:

  1. A separação dos justos e injustos (Mt 25.31-33);
  2. A ressurreição dos mortos (Jo 5.28-29);
  3. A reunião com o Seu povo (Jo 17.24);
  4. A transformação do Seu povo à Sua semelhança (Fp 3.20-21; 1 Jo 3.2);
  5. A permanência eterna dos salvos com o Senhor (1 Ts 4.17b);

Como seres fisicamente mortais, possuímos um espírito imortal, que jamais morre. 
A morte é a separação do espírito, alma e do corpo; o corpo passa pelo processo de desintegração e o espírito e a alma, passam para o mundo espiritual. 

(Definição: A Palavra de Deus “divide a alma e espírito” Hb 4.12), ambos os termos indicam o elemento espiritual do homem e às vezes parece que o fazem de pontos de vistas diferentes, sendo o espírito o princípio de vida e ação que domina o corpo; a alma, o sujeito pessoal que pensa, sente e decide.

A alma (psychê) pode ser considerada simplesmente a vida ou manifestação do ser não-material do homem para com o mundo; o espírito (pneuma), sua manifestação para com Deus, pois Deus é espírito, de modo que o homem não pode aproximar-se dele senão em espírito.

Os espíritos dos perdidos estão no inferno (lugar de sofrimento), aguardando o dia da ressurreição (Lc 16.23) e o destino final, o lago de fogo (Ap 21.8).
Os espíritos/almas dos salvos estão temporariamente com o Senhor no Paraíso (Lc 23.43), mas ainda não receberam o galardão final, que será o céu (Mt 25.46; Jo 14.2-3).

Na segunda vinda do Senhor, os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados em corpos espirituais, todos serão julgados e receberão a recompensa final. Os não-salvos serão lançados no lago de fogo, onde estarão em tormento eterno (Mt 25.41-46 Ap 21.8). Os salvos estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.16-17; 1 Co 15:52).

“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pe 3.13; Ap cap. 21 e 22).

Galardão Celestial

  • A Bíblia fala de recompensas eternas aos justos (Ap 22.12).
  • Coroa da vida por causa da fidelidade (Tg. 1.12, Ap 2.10).
  • Coroa de glória, para os pastores fiéis (1 Pe 5.1-4).
  • Coroa de justiça para aqueles que amam a sua vinda (2 Tm 4.7,8).
  • Coroa de alegria para o ganhador de almas (1 Ts 2.19, 20; Dn 12.13).
  • Coroa incorruptível – por autodomínio (1 Co 9.25-27).

CÉU - O LUGAR DOS JUSTOS
As Escrituras ensinam que o céu é um lugar (Jo 14.2,3). Em algumas passagens o futuro lar é descrito como uma cidade.

  • Lugar de ambiente e associações santas ( Ap 21.2,3, 27, 22.15).
  • Lugar de grande beleza e esplendor (Ap 2.18; 21.11-27).
  • Lugar de grande alegria e regozijo (Ap 21.4, Sl 16.11).
  • Lugar de santos deleites e satisfações (Ap 22.14; 21.6; 7.16).
  • Lugar de grande luz e glória (Ap 21.23; 22.5)
  • É um paraíso (Ap 2.7, 2 Co 12.4), uma casa (Jo 14.2), um país celestial (Hb 11.13-16), é uma cidade (Hb 11.10; Ap. 21.2).
  • Bênçãos do céu: luz e beleza (Ap 21.23; 22.5), plenitude de conhecimento (1 Co 13.12), gozo (Ap 21.4), estabilidade (1 Ts 4.17) convivência harmoniosa (Hb 12.22,23) e comunhão com Cristo (Jo 14.3; 2 Co 5.8; Fp 1.23).

FIM DOS TEMPOS
A Igreja de Deus é amilenista (não defende a teoria de um reino milenar terreno), por três razões:

  1. Primeiro: Não há necessidade para o milênio, pois Cristo já edificou o Seu reino sobre a terra em bases espirituais(Sl 47.7-8). No Salmo 32.1 Deus promete um reino messiânico e no Novo Testamento, os anjos (Lc 1.32), Pedro (At 2.30), João Batista (Mt 3.2) e o próprio Cristo (Mt 9.1), o interpretaram como reino espiritual, estabelecido por ocasião da primeira vinda de Cristo. Porém, o reino de Deus não é político (Jo 18.36) e nem geograficamente limitado (Rm 14.17), mas um reino espiritual.
  2. Segundo: Na segunda vinda de Cristo não haverá um tempo para o referido milênio. Todas as profecias em relação à segunda vinda de Cristo referem-se a um acontecimento único (Mt 24.3; At 1.9-11; Hb 9.28; Tg 5.8; Ap 1.7). “Então Ele ressuscitará os mortos no último dia” (Jo 6.39,44,54; 1 Co 15.52); depois haverá o juízo final e a separação eterna. Segundo estes textos, não há espaço reservado por Deus para o milênio.
  3. Terceiro: Não haverá lugar para o suposto reino milenar. O apóstolo Pedro (2 Pe. 3.3-7, 10,14) mostra que no dia da segunda vinda de Cristo o nosso planeta será desintegrado, e em Apocalipse 21.1 lemos que haverá um novo céu e uma nova terra.

As evidências bíblicas sobre a segunda vinda de Cristo tiram todas as bases da teoria milenar. Jesus disse: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura..., ensinando-os a guardar todas as cousas que eu vos tenho ordenado” (Mt 28.19,20). Nem Jesus Cristo, nem os apóstolos ensinaram e profetizaram o milênio. O texto de Apocalipse 20.1-8, usado pelos milenistas, não ensina um reino político de Cristo na terra. O versículo quatro fala das almas dos mártires que reinaram com Cristo por mil anos (na numerologia bíblica isso indica tempo indeterminado), e no versículo onze, fala de um grande trono do juízo de Deus. Apocalipse 20.1-10 precisa ser visto como literatura tipológica, que fala sobre as circunstâncias da igreja perseguida pelo império romano no início da era cristã e deve ser interpretado segundo o princípio “histórico canônico”, isto significa que os acontecimentos que já se cumpriram poderão repetir-se no decorrer da história.

A IMPORTÂNCIA DESTA DOUTRINA
A Bíblia fala cerca de 300 vezes sobre a segunda vinda de Cristo. Todas as profecias da Palavra de Deus se cumprem (Mt 5.18). Referente a tempo e época dos acontecimentos não nos foi revelado (Dt 29.29; At 1.7) Este assunto não serve apenas para satisfazer nossa curiosidade, mas como desafio à vigilância permanente (Mt 25.13), à santidade de vida (2 Co 7.1 e 1 Ts 3.13) e ao zelo na obra do Senhor (1 Co 15. 58).
Deus é Deus de amor (1 Jo 4.7-8), mas também um Deus justo. Ele dará recompensa justa aos salvos e também aos perdidos (Sl 98.9; Ap 22.12).
Em nossas lutas e dificuldades diárias somos encorajados pela promessa daquilo que Deus preparou para os seus seguidores fiéis. Jesus disse aos seus discípulos e fez a promessa para todas as gerações de cristãos: “Vou preparar-vos lugar; virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.2b).

« Página inicial

Ouça os programas de Rádio JID RONDON Ecos da liberdade

Ecos da Liberdade - Marechal Cândido Rondon

Problemas no site? Avise-nos.